Ambiance, a ambientação da trama

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Ambiance, a ambientação da trama

Mensagem por Clave em Sab Mar 12, 2016 8:08 am

Ambiance

Estávamos no ano de dois mil e oito quando a traição se fez concreta. Quando as fadas escolheram o lado errado para apoiar. E, finalmente, quando a guerra foi iniciada. Os caçadores de sombras não sabiam dos desertores que julgavam ser aliados. Isso os fez perder força, sangue e vidas inocentes. Um massacre havia sido iniciado e somente o poder divino ou uma sorte inimaginável poderia fazer com que a Clave saísse vitoriosa; Fosse sorte ou destino e acima de todas as expectativas um milagre aconteceu. Os crepusculares de algum modo haviam sido neutralizados, as fadas – que agora lutavam sozinhas – logo perderam a batalha e por fim os caçadores de sombras aliados às demais raças submundanas conseguiram colocar um ponto final ao período de instabilidade e insegurança; A paz reinaria dali por diante, ou, mais precisamente um protótipo equivocado de paz.

O conselho foi convocado alguns dias após a rendição total do povo das fadas; Todos os caçadores de sombras ali presentes haviam perdido uma mãe, um irmão, um parente ou um amigo na guerra e não mais poderiam punir Sebastian Morgenstern por seus atos. Os ânimos exaltados fizeram com que a condenação e a culpa sobre toda a guerra maligna recaísse sobre os ombros dos habitantes de Faerie; Não era justo culpar toda uma população pelos erros de seu regente, mas, nem sempre a Clave era justa e a condenação ocorreu. Dali por diante as fadas não mais estariam inclusas nos termos do pacto, dali por diante as fadas não poderiam mais empunhar armas e não poderiam integrar exércitos próprios, dali por diante o povo das fadas seria considerado selvagem; A paz fria havia sido instituída.

Oito anos haviam se passado deste então, e, não se pode dizer que o mundo das sombras continua mesmo de antes.

Dentro das fronteiras de Faerie algo mudou drasticamente. A coorte seelie aparentemente havia tomado para si o título de povo selvagem de uma forma não antes imaginável; A indignação coletiva dos súditos da corte da luz culminou na deposição da antiga rainha e posteriormente na escolha de uma nova regente. A nova rainha seelie apesar de compartilhar do mesmo ódio e rancor de sua antecessora, pelos que havia de certo modo subjulgado seu povo, possuía algo que a anterior não tinha. Sua inteligência era superior aos seus sentimentos e sendo isso uma razão obvia ela aguardaria a oportunidade correta para revidar. Entre os unseelie a resignação parecia ser maior que o ódio. O rei da corte da escuridão não havia feito questão de participar de qualquer aliança durante a guerra, e, pareceu aceitar os acordos relativos à instituição da paz fria de bom grado. Alguns insinuam que o fada de olhos negros agradeceu a Clave já que aparentemente sua coorte já vivia nos termos estabelecidos pelos tratados recentes muito antes desses serem assinados.

O mundo das sobras de forma mais generalizada perdeu muito durante a batalha. A instituição símbolo desse período de renovação estrutural e a Praetor Lupus. Fundada em meados do século XIX, a guarda dos lobos havia sofrido um grande golpe quando o ataque de crepusculares transformou sua sede em cinzas. Os principais líderes morreram durante o ocorrido, mas, a dedicação e a união entre os membros sobreviventes – que estavam espalhados pelo globo – fez com que em pouco mais de seis anos um novo posto de liderança e treinamento fosse criando e que novamente fosse possível disseminar entre lobos, vampiros e feiticeiros os ideias de Woolsey Scott.

Entre os caçadores de sombras a maior alteração se deu com a decisão do conselho em se reabrir a academia dos caçadores de sombras. A clave de modo geral sofreu com muitas baixas durante a guerra e o único modo de repor os soldados perdidos em suas fileiras era aceitar que mundanos fossem treinados e acendessem. Durante os últimos sete anos a academia em Idris foi o único lugar de treinamento, mas as acomodações já não mais comportavam todos os caçadores de sombras e mundanos em treinamento e então no começo do ano de dois mil e quinze uma turma extra foi aberta dentro do Instituto de Los Angeles.

A relevância da Los Angeles é gigantesca não somente por ser o local onde a clave possui seu maior arquivo no novo continente. A cidade é uma espécie de Walhala submundana, pois tratados internos tornam possível que vampiros, lobos, feiticeiros e ate mesmo fadas dissidentes convivam em harmonia.

Talvez a quebra de confiança gerada pela traição do povo das fadas tenha sido uma forma de catalisação de situações que envolviam muito mais o pacto e as novas lideranças políticas do que quaisquer outras coisas. Fosse o que fosse esse era o mundo que já havia mudado e dali para frente nada poderia ser considerado uma certeza.

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